DIRETORA TÉCNICA MÉDICA:
DRA.MARIUTZKA ZADINELLO
CREMESC 9562 RQE 12418

Reposição hormonal masculina


Dr. Cristiano Novotny - CRM 10968 - Título de Especialista pela Sociedade Brasileira de Urologia

 

A testosterona é o hormônio sexual masculino. Ela é produzida pelos testículos e tem uma função importante na manutenção da função sexual masculina e em vários outros aspectos da qualidade de vida do homem.

A partir dos 50 anos de idade ocorre um declínio na produção endógena de testosterona em praticamente todos os homens. Em aproximadamente 20% dos homens esta queda nos níveis de testosterona pode causar uma síndrome caracterizada por sintomas físicos, psíquicos e sexuais que constituem o DAEM (Distúrbio Androgênico do Envelhecimento Masculino).

Por muitos anos o DAEM foi erroneamente denominado de “Andropausa”. Esta denominação equivocada se devia `a analogia com a Menopausa. No entanto, no DAEM não ocorre uma pausa na produção dos hormônios sexuais masculinos como ocorre no caso das mulheres. Homens com DAEM persistem produzindo testosterona, porém em baixa quantidade, a ponto de causar um quadro sintomático específico.

O declínio hormonal que ocorre no homem pode se manifestar  através de uma série de sintomas, tais como: perda da libido (desejo sexual); diminuição do grau de rigidez peniana nas ereções; diminuição do sêmen ejaculado; cansaço e indisposição; perda da força muscular; falta de interesse pelas suas atividades habituais; perda de rendimento no ambiente de trabalho; alterações cognitivas; perda de massa muscular e acúmulo de gordura abdominal; insônia; mal-humor; depressão, entre outros.

Aqueles homens que apresentam uma queda nos níveis de testosterona sanguínea (que é dosada através de um exame de sangue) além de apresentarem sintomas de DAEM, são candidatos `a Reposição Hormonal.  Esta reposição hormonal pode ser feita através do uso de testosterona na forma injetável, através de géis transdérmicos, adesivos ou através de comprimidos via oral.

A administração injetável (intra-muscular) constitui a forma preferencial de reposição  hormonal pela grande maioria dos Urologistas. Além de ser facilmente encontrada nas farmácias, apresenta uma posologia favorável com opção de aplicações a cada 3 meses.

No entanto, a reposição de testosterona não pode ser feita de forma indiscriminada, uma vez que possui contra-indicações absolutas como o câncer de próstata e câncer de mama (masculino) não tratados. Portanto, é fundamental que todo homem que necessite fazer reposição de testosterona deva ser avaliado previamente por um Urologista. É importante também, que seja  acompanhado pelo seu médico assistente, Clínico Geral ou Geriatra, para fazer o acompanhamento de uma maneira geral e integrada, com dosagens seriadas de testosterona, PSA, enzimas hepáticas e hemograma.