DIRETORA TÉCNICA MÉDICA:
DRA.MARIUTZKA ZADINELLO
CREMESC 9562 RQE 12418

O papel da alimentação na prevenção do câncer


O PAPEL DA ALIMENTAÇÃO NA PREVENÇÃO DO CÂNCER

 Maria do Carmo Martins – Nutrição CRN 10 0803

Luciana Boeing – Psicologia CRP 12/0732

 

O câncer é uma doença que vem aumentando de forma alarmante em todo o mundo. Sua incidência cresce a cada ano: segundo o Fundo de Pesquisas sobre o Câncer Mundial, aproximadamente 7 milhões de pessoas morrem anualmente, e a previsão é de 20 milhões em 2020.

De acordo com os dados do INCA (Instituto Nacional do Câncer) os tipos de câncer com maior incidência são: pulmão, estômago, fígado, cólon e mama.

Estudos mostram uma estreita correlação entre a incidência de câncer e as práticas comuns da vida moderna, tais como o tabagismo, o consumo de álcool, o stress, os hábitos alimentares inadequados, bem como a poluição. Estes fatores podem contribuir para a formação de radicais livres e a consequente deformação celular, dando origem a vários tipos de câncer. Diante deste quadro, é importante que todos tenhamos consciência dos fatores de risco de cada tipo de câncer (gerais e específicos) para que sempre busquemos maneiras adequadas de prevení-los. Dentre elas, uma alimentação saudável e adequada terá um efeito direto na mudança do cenário atual, levando assim a uma melhor qualidade de vida e longevidade.

Os hábitos alimentares vêm mudando através dos tempos, juntamente com o avanço da tecnologia que trouxe alimentos industrializados e prontos para o consumo, porém ricos em açúcares, gorduras, conservantes e pobres em vitaminas e fibras.

A crescente participação feminina no mercado de trabalho trouxe mudanças no comportamento alimentar familiar, favorecendo a alimentação rápida e de baixa qualidade em virtude da redução de tempo disponível para o preparo das refeições.  Nesse contexto, frutas e vegetais são substituídos por produtos prontos para o consumo, e as refeições, muitas vezes, são preparadas de maneira rápida e com ingredientes de baixo valor nutricional. Ou então, as opções passam a ser refeições feitas fora de casa, sem o conhecimento de como foram preparadas e muitas vezes pouco nutritivas. Tal realidade favorece o surgimento de doenças crônicas, como câncer, doenças cardiovasculares, diabetes tipo II, hipertensão, obesidade e outros agravos que comprometem a qualidade de vida e o envelhecimento saudável.

A mulher, ainda que engajada no mercado de trabalho, permanece tendo forte influência como “figura alimentadora”, sendo capaz de produzir transformações no padrão alimentar dos demais familiares. Assim, quando a mudança de hábitos alimentares envolve todos os membros de uma mesma família, tende a ser mais efetiva, pois o padrão alimentar costuma ser repetido sucessivamente entre as gerações.

Nossos hábitos alimentares começam a ser delineados antes mesmo do nascimento, pois ao nascermos já somos inseridos em um contexto familiar onde existem comportamentos e crenças construídos em relação à alimentação. Tais comportamentos tendem a se consolidar durante a infância e adolescência, portanto torna-se mais trabalhoso realizar mudanças necessárias na idade adulta, mesmo quando desejadas. Para mudar padrões é necessário conhecê-los primeiramente, e em seguida assumir uma postura de responsabilidade por essa mudança, adotando novas práticas de vida e estratégias para permanecer nelas.

A mudança da rotina alimentar pode começar na lista de compras, através da redução de produtos industrializados e sempre dando preferência às frutas e vegetais orgânicos – ainda que mais caros, representam um bom investimento na saúde. Nas frutas, hortaliças e cereais integrais são encontradas substâncias antioxidantes - os chamados fitoquímicos, que combatem os radicais livres (considerados responsáveis pela geração de diversas doenças, como o câncer). Através de uma alimentação saudável, o organismo encontra o equilíbrio.

O papel da alimentação na prevenção de diversas doenças, como obesidade e outras co-morbidades, por exemplo o câncer, pode passar pelas áreas da Nutrição e da Psicologia: a primeira auxilia no entendimento do que seja uma alimentação adequada e preventiva, e a segunda propicia o autoconhecimento em relação ao padrão alimentar e leva à superação das dificuldades enfrentadas na mudança de hábitos. Portanto, estes profissionais de saúde podem ser acionados no sentido de facilitar o processo de mudança de hábitos.

Adotar um padrão de vida saudável a partir da mudança alimentar é essencial na prevenção do câncer. Empenhe-se nessa mudança e comece AGORA! Pense em sua vida hoje e veja o que é necessário mudar para se prevenir. Se você decidisse tomar uma atitude a partir de hoje, qual seria?