DIRETORA TÉCNICA MÉDICA:
DRA.MARIUTZKA ZADINELLO
CREMESC 9562 RQE 12418

Como prevenir o câncer de pele


Como prevenir o câncer de pele

 

Dra. Camila Nemoto de Mendonça

Dermatologia

CREMESC 15880 RQE 12052

 

 

"O câncer de pele é o câncer mais comum do ser humano, responsável por 1/3 de todos os casos de câncer do mundo. Evitar a exposição excessiva ao sol e proteger a pele dos efeitos da radiação ultravioleta (UV) são as melhores estratégias para prevenir o melanoma e outros tipos de tumores cutâneos."  - alerta a Dra. Camila N. Mendonça, médica dermatologista especializada em oncologia cutânea pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). A oncologia cutânea é a área da Dermatologia que atua na prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de pele.

 

Não costumamos pensar na pele como um órgão, mas é isso o que ela é: o maior órgão de nosso corpo. A pele é encarregada de proteger os órgãos internos contra infecções e de captar e enviar para o cérebro informações sobre calor, frio, dor e tato, além de ser responsável pela troca de calor e de água com o ambiente externo. Portanto, sendo um órgão tão nobre, é essencial nos protegermos do sol e assim prevenirmos o aparecimento do câncer de pele.

 

Este tipo de tumor é considerado o tipo mais comum de câncer no Brasil, e sua frequência cresce anualmente. A radiação ultravioleta é a principal responsável pelo desenvolvimento de tumores cutâneos, e a maioria dos casos está associada à exposição excessiva ao sol.

 

É comprovado que a exposição solar crônica (em que a pessoa se expõe por anos ou décadas) é o fator mais importante no surgimento de um câncer (neoplasia) de pele devido ao efeito cumulativo da radiação solar. Entretanto, mesmo exposições curtas e esporádicas ao sol (aquelas que levam a queimaduras e às vezes bolhas) também podem contribuir para o desenvolvimento de câncer de pele. Essa é uma situação muito comum em Florianópolis, cidade litorânea, onde se passa mais tempo ao ar livre e na praia.

 

O que é o câncer de pele?

A doença é provocada pelo crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele. Os principais tipos são os carcinomas (carcinoma basocelular e carcinoma epidermoide) que são os mais comuns, porém menos graves; e os melanomas que, apesar de menos frequentes, são mais graves por causa do risco de metástases (quando o câncer se espalha para os outros órgãos) e óbito.

 

Para auxiliar no diagnóstico, o Dermatologista conta com algumas ferramentas úteis, como o dermatoscópio. É um equipamento que possui uma lente de aumento de 10 vezes e que ajuda a diferenciar as pintas benignas das lesões de risco.

 

 

Quais são os grupos de risco?

O câncer de pele pode surgir em qualquer tipo de pele, porém, pessoas de pele e olhos claros, cabelos loiros ou ruivos e com sardas, representam grupo de maior risco para desenvolverem a neoplasia. Além destes, as que possuem histórico familiar da doença; queimaduras solares (principalmente na infância); incapacidade para se bronzear, e múltiplas pintas também devem ter cuidados redobrados.

 

Quais os possíveis sinais e sintomas do câncer de pele?

Embora o diagnóstico normalmente traga medo e apreensão aos pacientes, as chances de cura são de mais de 90% quando há a detecção precoce da doença.

 

O câncer de pele pode se assemelhar a pintas, alergias ou outras lesões benignas. Somente um exame clínico feito por um médico especializado  ou uma biópsia podem fazer o diagnóstico, mas é importante estar sempre atento aos seguintes sintomas:

 

- uma lesão na pele de aparência elevada e brilhante; translúcida, avermelhada, castanha, rósea ou multicolorida, com crosta central e que sangra facilmente;

- uma pinta preta ou castanha que muda sua cor ou textura e se torna irregular nas bordas, e cresce de tamanho;

- uma mancha ou ferida que não cicatriza ou que continua a crescer, apresentando coceira, crostas, erosões ou sangramento.

 

Como evitar o câncer de pele?

A proteção ao sol deve ser iniciada e estimulada desde a infância e adolescência. O cuidado deve ser redobrado com as crianças, porque a exposição exagerada ao sol nos primeiros 20 anos de vida é decisiva para o aparecimento de câncer de pele na meia-idade.

 

Os raios ultravioletas (UV) refletem na água, cimento, areia e neve. A pele é atingida mesmo nos dias nublados (por causa do mormaço), sob água ou através do vidro nos carros com a janela fechada. Portanto, proteja-se sempre, mesmo nos dias em que o sol não aparente estar tão forte!

 

A Sociedade Brasileira de Dermatologia recomenda:

 

- usar chapéus, camisetas e protetores solares;

- evitar a exposição solar entre 10 e 16h (horário de verão). Permanecer na sombra durante estes horários;

- na praia ou na piscina, usar guarda-sol feito de algodão ou lona, que absorvem 50% da radiação ultravioleta. O nylon forma uma barreira pouco confiável e deixa passar 95% dos raios UV;

- usar filtros solares diariamente e não somente nas horas de lazer ou diversão. Utilizar um bom produto que proteja contra radiação UVA e UVB e que tenha um fator de proteção solar (FPS) 30, no mínimo.  Reaplicar o produto a cada duas horas ou até antes, no caso de estar ao ar livre. Ao utilizar o produto no dia-a-dia, aplicar uma boa quantidade pela manhã e reaplicar antes de sair para o almoço.

 

“Observe sua pele constantemente e procure imediatamente um Dermatologista caso detecte qualquer lesão suspeita”, orienta a Dra. Camila Nemoto de Mendonça.